O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 20 de 22

Esconjuro

Espantemos a ignorância com o Espiritismo, neste mundo e no outro.

1 Depois de morto, o Tonho Fazendeiro, Ricaço do Varjão de Tapiruva, Deu de morar num galho de criúva E assombrar as galinhas do terreiro.

2 Roncava ser grandão e manda-chuva, Xingava e gargalhava o dia inteiro. Queria terra e sacos de dinheiro, A debochar das preces da viúva.

3 Certa noite surgiu sobre o sarilho O Espírito do pai que disse: — “Filho, Deus te abençoe, meu filho, meu Antônio!”

4 Mas Nhô Tonho correu pulando um muro, Berrou que nem cabrito: — “Te esconjuro!” Pensando que o pai dele era o demônio…

95 “Quem foge ao mar não se afoga”, Repete o povo onde vais, Contudo, quem não se arrisca Nunca se afasta do cais.

96 Dinheiro e palha — um só peso Pelo prumo da balança, Mas dinheiro com bondade Renova a luz da esperança.

97 Não há noite tão profunda De tentação ou pesar, Que o pensamento na prece Não consiga iluminar.

Cornélio Pires