O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 2 de 22

A mensagem e a resposta

1 Dava dó ver o Sítio do Espigão! O velho dono, o Nico do Norato, Desanimou de chão; tudo sem trato, Só carrapicho e mancha de pulgão.

2 Um dia, a fome veio de arrastão E o povo aflito, andando pelo mato, Começou a comer carne de gato Refogada no sumo de picão.

3 O patrão foi à prece… Pediu passes, Um guia aconselhou por João de Casses: — “Meus filhos, o trabalho é o nosso bem.”

4 Mas Nico disse irado: — “Acaba isso! Nós pedimos socorro e não serviço… Ninguém aqui é burro de ninguém!”

7 Alguém gravou no carneiro Do velho Joaquim Lobão:

— Ensinava abstinência, Morreu numa indigestão.

8 Da lousa do mestre Armando, Há muito tempo esquecido: — Este viveu ensinando Sem nunca ter aprendido.

9 Lalau liquidou Quinquim Com veneno no mingau, Mas hoje Quinquim é o neto Que vai herdar de Lalau.

10 Quem mata o tempo na vida, Por muito que se conforte, Acaba enterrado em vida Muito tempo antes da morte. Cornélio Pires