Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 79 de 101
A boneca
1 Quase em todos os lugares, Vencendo tempo e distância, A boneca sempre atrai A grande atenção da infância.
2 Em torno dela palpitam Mil castelos pequeninos; É a doce futilidade Do coração dos meninos.
3 Nesses campos infantis Há luta, rixa, esperança… É tão frívola a boneca! Mas faz feliz a criança.
4 Na casinha de brinquedo, No princípio nobre e puro, É que se forma o programa Das construções do futuro.
5 Sabem disso os pais bondosos E, notando a experiência, Atendem aos pequeninos Sem recursos à violência.
6 Não dilatam fantasias, Não mentem por enganar, Mas se valem da boneca No intuito de ensinar.
7 Cada cousa, cada gesto, Da mais ínfima expressão, São vistos e aproveitados Na esfera da educação.
8 A boneca inanimada Constitui sempre o motivo, De lições maravilhosas, De trabalho evolutivo.
9 Há no mundo muitos homens, Sem propósitos do mal, Que guardam muitas bonecas Da infância espiritual.
10 Junto deles, não condenes, Não tenhas reprovação, Não te faças de menino, Jamais lhes negues a mão. Casimiro Cunha