Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 76 de 101

O malhadouro

1 Na época dadivosa Da colheita cor-de-ouro, É tempo de conduzir Cereais ao malhadouro

2 Espigas maravilhosas Vêm às mãos do tarefeiro, Aglomerando-se em busca Da secagem no terreiro.

3 Antigamente eram flores Mostrando verdura e viço; Agora, a compensação Que se reserva ao serviço.

4 Mas por ser o resultado, A garantia, o futuro, O grão rico e generoso Precisa ser nobre e puro.

5 O lavrador cuidadoso Organiza providências, É necessário excluir As últimas excrescências.

6 Inicia-se a limpeza, Servidores a malhar, No espaço o longo assobio De varas cortando o ar.

7 São precisos golpes rudes, Bordoadas no bom grão, Por conferir-lhe a grandeza De servir, além do chão.

8 Depois disso, alcança a glória De amparar o lavrador, A alegria de prover Em nome do Criador.

9 Se ao longo de tua vida Sentes choques do mangual, É que estás em madureza No campo espiritual.

10 Não fujas ao malhadouro, Guarda paz e vigilância: Que a luta nos roube agora Os restos da ignorância. Casimiro Cunha