Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 47 de 101
O andaime
1 Quando o esforço principia Em toda edificação, Não se pode prescindir Da alheia cooperação.
2 Precisa-se apoio forte, De base através da qual Se distribua ao serviço Concurso e material.
3 Vem o andaime prestimoso, É o seguro companheiro, Que atende às obrigações, Noite toda, dia inteiro.
4 De pé, vivendo o dever, Serve a todos com bondade, É um exemplo de serviço E um símbolo de humildade.
5 Muita vez, pisado a esmo, Escuro, banhado em lama, Permanece em seu lugar, Não se irrita, não reclama.
6 Findo o esforço rude e longo, Ao rebrilhar do edifício, Pouca gente lhe recorda O trabalho e o benefício.
7 O quadro é singelo e pobre, Mas rara é a lição assim — O benfeitor olvidado, Que é fiel até ao fim.
8 Além disso, o ensinamento, Em suas exposições, Apresenta aos aprendizes Duas belas sugestões.
9 Diz a primeira que um dia Deveremos esperar, Agir sem qualquer andaime Na vida particular…
10 Indaga-nos a segunda, Se já fomos, para alguém, O andaime silencioso Que ajuda a fazer o bem. Casimiro Cunha