Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 46 de 101
O poste
1 No quadro que te rodeia, Em plano bem destacado, Hás-de ver no poste humilde Um servidor devotado.
2 Encontra-se em toda parte, Com a decisão de quem zela, Na cidade mais formosa, Na lavoura mais singela.
3 Conhece o rumo acertado Das fábricas, das usinas, Coopera nos resultados Do esforço das oficinas.
4 Ao calor do sol a pino, Como à frescura do orvalho, Sempre firme no seu posto, Exemplifica o trabalho.
5 Atende aos bens do serviço, Noite toda, dia inteiro, Ampara a luz da avenida, Como escora um chuchuzeiro.
6 Se há lugarejo às escuras, Em justa necessidade, O poste vence as distâncias, Em busca da claridade.
7 Operários sem recursos Para o pão de cada dia? Vai direito às quedas d’água, À procura da energia.
8 Auxilia nos transportes, Coopera nas ligações, Segura avisos na estrada, Fornecendo informações.
9 Não cobra, por seus trabalhos, Nem ordenados, nem multa, Na sua doce humildade É um benfeitor que se oculta.
10 O poste compele o homem, Sem vaidade, sem cobiça, A fugir, em qualquer parte, Dos venenos da preguiça. Casimiro Cunha