Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 45 de 101
A lavadura
1 Pelo bem da roupa limpa Não se esqueça a criatura Dos serviços que custou O esforço da lavadura.
2 Raramente se recorda, Na tarefa rotineira, O trabalho, o sacrifício Do campo da lavadeira.
3 Porque; em verdade, a tarefa Inclui disciplina e dores, Não se lava roupa suja Usando perfume e flores.
4 Por limpar-se no caminho Necessário à experiência, Não foge à imersão completa Nas águas da Providência.
5 Não dispensa o gosto amargo Do concurso do sabão, Alijando-se a bagagem De sujidade ou carvão.
6 Passado o atrito da esfrega, Que impõe cansaço e aspereza, Transporta-se ao coradouro, Apurando-se a limpeza.
7 Depois, é a volta bendita À água cariciosa, Que atende à saúde humana, Com bênçãos de mãe bondosa.
8 Qualquer recurso ao lavar, Com sabão ou corrosivo, Requisita paciência, Vigilância e esforço ativo.
9 O serviço dessa ordem Faz lembrar ao pensamento A lavadura precisa Às roupas do sentimento.
10 Vivamos tranquilamente, Sem olvidar, entretanto, Que nossa alma necessita Lavar-se em suor e pranto. Casimiro Cunha