Baú de casos · Cornélio Pires · Chico Xavier

Capítulo 4 de 21

Precioso servidor

1 Respondendo a sua carta, Afirmo, prezado Elmano: — Dinheiro é amparo do Céu Entregue ao progresso humano.

2 Nunca censure a moeda. Bem dirigida, a finança É bênção para o trabalho E uma fonte de esperança.

3 Para mostrar o dinheiro No apoio que descortina, Trago a você nesta carta Uma lição pequenina.

4 Calimério foi à rua Seguido de um companheiro Que conquistara, ajudando Na casa de um carpinteiro.

5 O irmão que você conhece Comportava-se por guia, Fez-se o outro associado Que escutava e obedecia.

6 Tratava-se de um amigo Dos melhores que se tem, Quando a pessoa deseja Viver cultivando o bem.

7 Notei logo o quadro lindo Que se formara nos dois, Onde passassem servindo A luz brilhava depois.

8 Ambos levaram socorro Para Zulmira Noé; A doente que descria Recobrou a própria fé.

9 Promoveram leito novo Com todo conforto à mão Para o velho Regozino Que esmorecera no chão.

10 Trouxeram novo agasalho Para o quarto do Agenor, O enfermo desamparado Que pedia cobertor.

11 Viram ambos a alegria Na viúva do Albernaz, A quem deram de presente Um grande bujão de gás.

12 Ao telheiro de Angelina, A viúva do Zé França, Trouxeram penicilina, Socorrendo uma criança.

13 Ao recanto da viúva Lilia da Conceição Enriqueceram a mesa De leite, açúcar e pão.

14 E a festa foi sempre assim Pelo restante do dia, Onde a dupla aparecesse A esperança renascia.

15 Unidos para a bondade Recordavam cireneus, Respeitados em silêncio Por missionários de Deus.

16 Agora, digo a você Quem era esse servidor Que ofertava tanto auxílio Nesse banquete de amor.

17 O amigo de Calimério Que lhe atendia à vontade, Tem este nome bendito: — “Dinheiro da Caridade.” Cornélio Pires