Antologia da Espiritualidade · Maria Dolores · Chico Xavier
Capítulo 12 de 39
Ouve, coração
1 Perguntas, coração, Como sanar as dores sem medida, De que modo enxugar a lágrima incontida Sob nuvens de fel e de pesar!… Recordemos o chão…
Quando o lodo ameaça uma estrada indefesa, Em cada canto roga a Natureza: Trabalhar, trabalhar.
2 Fita o aguaceiro que se fez tormenta. Ao granizo que estala, o vento insulta; Seio de mágoas que se desoculta, A terra, em torno, geme a desvairar… Mas, finda a longa crise turbulenta, Sobre teto quebrado, pedra e lama. Renasce a paz do céu que vibra e chama: Trabalhar, trabalhar.
3 Ressurge, inalterado, o sol risonho, Não pergunta se o mal ganhou no mundo, A tudo abraça em seu amor profundo, A criar e a brilhar!
Recebe cada flor um novo sonho, Cada tronco uma bênção, cada ninho Canta para quem passa no caminho: Trabalhar, trabalhar.
4 Assim também, nas horas de amargura, Enquanto a sombra ruge ou desgoverna, Pensa na glória da Bondade Eterna, Acende a luz da prece tutelar! E vencerás tristeza e desventura, Obedecendo à voz de Deus na vida Que te pede em silêncio, à alma ferida: Trabalhar, trabalhar.
Maria Dolores Essa mensagem foi publicada originalmente em 1971 pelo IDE e encontra-se no 16º capítulo do livro “No Mundo de Chico Xavier”