Palavras sublimes · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 66 de 78
Enquanto é dia - A. de Lima
1 Repara, agora, a própria sementeira De tudo o que sonhaste e que fizeste. Recompõe, cauteloso, a própria veste E trabalha com Cristo a vida inteira.
2 Roga ao Senhor, sem gritos de canseira, Que mais tempo e mais lágrimas te empreste! Há muito espinho antes do lar celeste E muita dor na luta derradeira…
3 O sepulcro não passa de oferenda Da verdade cruel que nos desvenda O próprio mundo, refalsado ou santo.
4 Para quem segue além de mão vazia Converte a morte as dádivas do dia Em noite secular de angústia e pranto. A. de Lima Reformador — Dezembro de 1948. [1] Consta do original a informação de que esse soneto foi psicografado em 1º de novembro de 1948.