Palavras sublimes · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 62 de 78
O homem lobo - Augusto dos Anjos
1 Passa gritando, escravo do tormento, Dentro de fria noite, atra e sem fim, O triste descendente de Caim, Chocalhando mandíbulas ao vento.
2 Entroniza o moloque famulento Da guerra em torvo e lúbrico festim, Embora a podridão que lhe abre o rim E o cancro que lhe gasta o pensamento.
3 Homem — flâmeo e sinistro vagalume, — Que te vestes de pó, fósforo e estrume, Equilibrado em forças desiguais,
4 Sem Jesus Cristo que te não repele — Prometeu algemado à carne imbele — O teu castigo não se acaba mais. Augusto dos Anjos Reformador — Outubro de 1948. [1] Consta do original a informação de que esse soneto foi psicografado em 29 de junho de 1948, em reunião pública do Centro Espírita Amor ao Próximo, em Leopoldina, Minas Gerais.