Poetas redivivos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 109 de 117

Caridade - Irene S. Pinto

1 Ei-la que surge em segredo, Onde a lágrima aparece; É bálsamo, luz e prece, Sobre as chagas da aflição… É o anjo que acorda cedo E abraça a Terra sombria, Estendendo a melodia Que nasce do coração.

2 Aqui, é a bênção da escola Que fulge, expulsando a treva, Na doce voz que se eleva, Para ajudar e instruir. Ali, é o pão que consola Os filhos da desventura, Além, é a fé clara e pura, Que acena ao sol do porvir.

3 Agora, é a gota de leite, Nos lábios da criancinha, Que, esfarrapada, caminha, Sem a carícia do lar… Depois, é o sublime enfeite Da palavra humilde e boa, Da esperança que abençoa A glória de renovar.

4 Nutre, socorre, agasalha, Ampara, educa, ilumina… É como estrela divina, Que não se nega a ninguém. Sabe fazer da migalha, Que Nosso Senhor lhe envia, O milagre da alegria, Que espalha o calor do bem.

5 A desfazer-se em carinho, Sustenta, acalma, levanta, Por mão generosa e santa, Que vence a miséria e o mal; Onde ela passa, o caminho, Inda mesmo em sombra e prova, É sempre alvorada nova, Em brilho celestial.

6 De onde vem? Quem sabe ao certo? Isso é vã curiosidade. É somente Caridade, A irmã da Divina Luz. Mas quem a busque de perto, Sem azedume ou cansaço, E, em tudo, lhe siga o passo Alcança o amor de Jesus. Irene S. Pinto