O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier
Capítulo 6 de 22
Confortinho
1 Nada punha preceito em Zé do Zote, Nem remédio, nem reza, nem mandraca… De pequeno comeu jaratataca E trazia a lombeira no cangote.
2 Só vivia na rede ou no capote. Tinha zonzeiro em pé, cabeça fraca, Tangolomango, sarna; urucubaca, Agarrado no truque e no calote.
3 Foi à sessão espírita… Às ocultas, João pincha o nome dele entre as consultas, Pedindo um confortinho à Irmã Ciana.
4 E veio escrito assim no documento: — “Zé do Zote precisa é movimento, Numa enxada, seis dias por semana…”
27 Seja o crime mais perfeito, Quando a justiça se atrasa, Reencarnação julga o feito E faz a cadeia em casa.
28 Põe na peneira do exame Quanto pedes e obténs.
Há muitos bens que são males, Muitos males que são bens.
29 Em qualquer parte onde o crime As garras do mal empunha, Deus guarda, sem que ele saiba, O olhar de uma testemunha.
30 Silêncio é ouro — legenda Que vale por alto escudo, No entanto, onde o mal domina Silêncio piora tudo.
Cornélio Pires