O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier
Capítulo 15 de 22
Matava por prazer
1 O boticário Neco Nambiquara, Depois de anel no dedo e compromisso, Arrenegou de casa, de serviço, E viveu de espingarda, chuço e vara.
2 Matava por prazer e era só isso… O povo já dizia que era tara. Num domingo, caçando capivara, Morreu de um tiro errado, atrás de ouriço.
3 Fora do corpo, o Espírito de Neco Ficou preso na Loca do Marreco, Sempre escutando a bala que zunia…
4 Depois de muito tempo no buraco, Reencarnou numa grota de macaco, Para crescer zelando a bicharia.
72 Ah! bela mulher fatal, De tanta flor que tiveste, Hoje tens flores de cal Sob o verde do cipreste.
73 Explica a reencarnação: Teu filho não é teu eco. Galinha por afeição Choca ovo de marreco.
74 Para o mundo sabichão Esta nota incontroversa: Mais vale um dia de ação Que cem anos de conversa.
75 Confesso os enganos meus!… Rogando o que mais preciso, Eu nunca pedi a Deus Que me pusesse juízo.
Cornélio Pires