O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 14 de 22

A tagarela

1 Nhá Zizita, na Rua do Barreiro, Já sentia, de muito dar na trela, Calo de cotovelo na janela Onde espiava gente o dia inteiro.

2 Calúnia e invencionice era com ela, Gostava de folia e de berreiro. O povo comentava, chocarreiro: — “Jabiraca da língua de sovela!”

3 Nhá Zizita morreu… Desencarnada, Viu atrás dela enorme trapalhada E gritava: — “Meu Deus! Meu Deus, me acuda!

4 Deus teve dó de tanto sofrimento E deu a ela um novo nascimento, Mas Nhá Zizita, agora, nasceu muda…

67 Lição que toda pessoa Aprende com muito custo: Antes de ser generoso É necessário ser justo.

68 Micróbio! Um bichinho inquieto, Nas verdades que hoje sei, Parece agente secreto Em muito caso de lei.

69 Descrença? Ninguém se importe. Ateu que vive a dizer Que a vida acaba na morte Muito em breve vai saber.

70 Preguiça quando conversa, Sob o verniz da instrução, Parece fala de ouro Em goela de papelão.

Cornélio Pires