O Espírito de Cornélio Pires · Cornélio Pires. — F. C. Xavier / Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 10 de 22

Paixão de Sá Biluva

1 João da Mata espichou no boqueirão. Tirava pau no Morro do Esqueleto Para o serviço novo do coreto, Caiu, gritou… Morreu de supetão.

2 “Sá” Biluva na Roça do Pilão, Magrela de paixão que nem graveto, Vivia de clamar, toda de preto: — “Quero ver João, meu Deus! Quero ver João!…”

3 O Espírito de João, com dó da viúva, Veio uma noite e disse: — “Sá” Biluva Não chore, minha velha! Eu não morri!…”

4 Mas Biluva, assungando a cruz de ferro, Rebolou no colchão, soltando um berro: — “Te arrenego, capeta! Sai daqui!…”

47 — “Felicidade é a soma” — Disse Marinho Irajá — “Não daquilo que se toma, Mas daquilo que se dá.”

48 Longevidade não vem Nem de fartura ou de fome. Longevidade é comer Metade do que se come.

49 “Devagar que tenho pressa”, Contudo, guarda a certeza De que a preguiça começa Na casa da vagareza.

50 Nem sempre os males são males Por mais que males divises; Onde a lei acha culpados O amor encontra infelizes. Cornélio Pires