Nosso livro · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 17 de 82

Poema da fraternidade/Carmen Cinira

1 A vida é sempre a iluminada escola. Compadece-te e ajuda no caminho. Por toda parte, há dor que desconsola E toda gente aguarda a leve esmola Do sorriso, da prece, do carinho…

2 Nem sempre vês quem chora e necessita. Há muita treva, muita sede e fome Escondidas em laços de ouro e fita, E, em tudo, há muita máscara bonita Ocultando a miséria que consome.

3 Quanta cabeça se ergue à luz dourada Na multidão festiva que fulgura! E, a sós, pende tristonha e desvairada, Aturdida no horror da própria estrada, Chorando de aflição e de amargura!…

4 Quanto sonho padece ao desabrigo! Quanta mágoa contida, vida afora!… Auxilia o príncipe ao mendigo, Não atrases o abraço doce e amigo, Que o companheiro espera, desde agora.

5 Que a boa luta te não desagrade, Sê mais amplo no esforço da harmonia… Semeia a glória da Fraternidade! Sem a luz da União e da Amizade, Não há bênçãos da Paz e da Alegria. Carmen Cinira