Fulgor no entardecer · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 18 de 18
Auxílio a nós mesmos - Casimiro Cunha
1 Pedes conforto aos achaques Do sentimento enfermiço; Contudo, o nosso remédio É o coração no serviço.
2 Mostras largo desalento Parado no olhar mortiço… Isso, porém, muitas vezes, É negação de serviço.
3 Carregas irritações E espinhos de grande ouriço; No entanto, a tranquilidade Mora, calma, no serviço.
4 Afirmas que a fé morreu, Que todo o amor é postiço Entretanto, a fé e o amor Vibram, puros, no serviço.
5 Declaras-te ignorante, De espírito agastadiço, Mas o estudo aberto a todos É perfeição no serviço.
6 Dizes que nada consegues, Que teu chão é movediço… Experimenta avançar, De braço dado ao serviço.
7 Conservas desilusões, Nascidas daquilo ou disso; No entanto, a tristeza inútil É deserção do serviço.
8 Lamentas-te em solidão, Amigos deram sumiço. Mas ninguém caminha a sós, Na devoção do serviço.
9 Recorda as lições do mundo… Quando a flor é luz e viço, É que a planta não se esquece De sustentar-se em serviço.
10 Se o carro estaca de pronto, Motor inerte no enguiço, O conserto surge logo Se alguém procura o serviço.
11 Oficina em desgoverno, Residência em reboliço, Ajustam-se de repente, Se há direção de serviço.
12 O Espiritismo que abraças, Por divino compromisso, É Jesus pedindo à Terra Mais serviço e mais serviço. Casimiro Cunha