Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 95 de 101

O orvalho

1 Se a chuva pode tardar, Há sempre a bênção do orvalho, Sustentando a Natureza No campo do seu trabalho.

2 Ao termo de cada noite, Nas auroras coloridas, Podemos felicitá-lo Nas ervas agradecidas.

3 A planta nunca descrê; Espera, trabalha e dá. Na luta jamais se esquece Que o Pai não a esquecerá.

4 Se o ano é de chuva escassa Para o bem das produções, Muitas vezes basta o orvalho Na força das estações.

5 Ao seu beijo a terra espera, A folha volta ao verdor, A flor ostenta-se em festa, O dia é renovador.

6 Nas forças da Natureza, O orvalho é como o sorriso Que desce diariamente Das bênçãos do paraíso.

7 Seu hálito carinhoso Ameniza a atmosfera; No verão mais sufocante É filho da primavera.

8 É sempre um fraterno amigo, Um símbolo de defesa, Do bem entre as forças várias Que oprimem a Natureza.

9 A nós outros, ele ensina, No efeito de sua ação, Quanto pode conseguir A boa disposição.

10 Sorrisos, calma, bondade, Prudência, paz, bom humor, São em tudo o brando orvalho Da altura do nosso amor. Casimiro Cunha