Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 94 de 101
O luar
1 Nas bênçãos de paz da noite, Talvez a maior beleza Seja o luar que se espalha Na vida da Natureza.
2 O campo dorme em silêncio, E o luar na estrada em flor Distribui com toda a planta O orvalho confortador.
3 Do céu alto manda as brisas Alegres e perfumadas Beijar as folhas mais pobres, Tristonhas e abandonadas.
4 Por todo o lugar desdobra Sua luz aberta em palmas, Afagando as esperanças Do divino amor das almas.
5 Em toda parte onde exista O anseio de um coração, Ensina o carinho amigo Do alfabeto da afeição.
6 Desde os tempos mais remotos, O luar, pelas estradas, Foi tido como o padrinho Das almas enamoradas.
7 Ao nosso ver, todavia, Nas grandes lições do mundo, Sua imagem representa Simbolismo mais profundo.
8 Sua luz mantém na noite A mais nobre das disputas, Não cedendo à treva espessa As posses absolutas.
9 Entre os homens deste mundo, O mal, o crime e o ateísmo Tudo ensombram provocando A noite de um grande abismo.
10 Mas a esperança resiste E acende na noite imensa A luz clara e generosa Do eterno luar da crença. Casimiro Cunha