Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 88 de 101
A refeição
1 Das horas do lar terrestre, Que falam ao coração, Destacamos com justiça A hora da refeição.
2 Há muita gente no mundo Que se assenta junto à mesa E recebe o bem divino Sem ponderar-lhe a grandeza.
3 Supõem muitos, mostrando Juízo ao sabor do vento, Que a refeição se resume A despesa e pagamento.
4 Raros pensam no trabalho Da Eterna Sabedoria Que espalha, por toda a terra, Esse pão de cada dia.
5 A maior parte dos homens, Estranha à luz da oferenda, Aproveita a refeição Por dar pasto à gula horrenda.
6 Muitos outros, igualmente, Dominados de cegueira, A transformam em campo largo De excessos de bebedeira.
7 Não poucos, menosprezando O corpo sadio e forte, Em vez de atender a vida, Procuram moléstia e morte.
8 Finalmente, em toda a parte, Pelo método confuso, O dom do Senhor se torna Em pastagem para o abuso.
9 Ouve amigo: não te esqueças, Nas mais ínfimas estradas, Que o prato das refeições É bênção das mais sagradas.
10 Não olvides que o “pão nosso” É dom sublime e perfeito; Se não tens a luz da fé, Não te esquives ao respeito. Casimiro Cunha