Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 86 de 101
O pão
1 Em casa, chega o momento Destinado à refeição… Raro aquele que recorda A história de luz do pão.
2 Quase sempre, vem de longe, Das zonas do campo em flor, Oferecer-se à criatura Em nome do Pai de Amor.
3 Foi semente sepultada Na terra ferida e escura, Ressuscitando em seguida Nas belezas da verdura.
4 Suportou lutas amargas, Noites ásperas, sombrias, Recebendo chuva e sol, Tempestades, ventanias.
5 Adornou-se em primavera, Risonha, sublime, eleita, E entregou-se alegremente Ao segador na colheita.
6 Padeceu processos vários, Viveu peregrinações, Desde a ceifa rude e longa, Ao prato das refeições.
7 Conforme reconhecemos, Esse pão, quase sem nome, É dádiva do Criador Que vem mitigar a fome.
8 Mensageiro humilde e santo De carinho e de bondade, É o laço entre a Providência E a nossa necessidade.
9 O amor e a abnegação Resumem-lhe a bela história; O espírito de serviço É a vida de sua glória.
10 Coração que sofre amando Na fé sublime e sem jaça, Vai ser pão na Mesa Augusta Dos Bens da Divina Graça. Casimiro Cunha