Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 74 de 101

A capina

1 Nos serviços de defesa Da semente que germina, Não se pode descuidar Dos trabalhos da capina.

2 Em torno à planta que nasce No escuro lençol do chão, Surgem ervas venenosas Tentando a sufocação.

3 Crescem fortes, espontâneas, Nocivas e desiguais, Formando comprida esteira De grosseiros ervaçais.

4 Alastram-se em toda parte… São verdura traiçoeira E, se vivem confortadas, Dominam a roça inteira.

5 Que o lavrador cuidadoso Jamais se esquive à atenção, Trazendo-lhe, decidido, A justa eliminação.

6 Ainda que mostrem flores Entre os ramos de alegria, Que todas sejam tratadas À lâminas de energia.

7 Enquanto o grão não se forme Para a colheita madura, Capine a enxada ao redor, Tão atenta, quão segura.

8 De outro modo, o mato inútil, Vadio, cruel, sem nome, Rouba grelos promissores, Deixando ruína e fome.

9 Assim no mundo, igualmente, Quem deseje o nobre dom, Destrua dentro em si mesmo Todo impulso menos bom.

10 Cultiva diariamente A vida elevada e sã: Não te esqueças da capina, Se queres fruto amanhã. Casimiro Cunha