Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier

Capítulo 53 de 101

A cachoeira

1 Quando passes meditando No cimo da ribanceira, Repara na majestade Que esplende na cachoeira.

2 É bom pensar na grandeza Que a sua potência encerra; Na entrosagem de elementos Das forças de toda a Terra.

3 No lugar mais solitário, É cântico de alegria, Derramando em derredor A abundância de energia.

4 Para dar-se em benefícios, A sua maior ciência Não quer admiração, Pede esforço e inteligência.

5 Mesmo longe das cidades, Depois de compreendida, A cachoeira renova A expressão dos bens da vida.

6 Retamente aproveitada, É fonte de evolução, Movendo milhões de braços Nas lutas do ganha-pão.

7 É mãe generosa e augusta Das fábricas de trabalho, Que distribui, no caminho, A luz, o pão, o agasalho.

8 E aprendemos na lição, Quando a vemos, face a face, Que a água buscou um abismo Por onde se despenhasse.

9 Nesse símbolo profundo, De grandeza e dinamismo, Vemos nós o amor de Deus E a extensão do nosso abismo.

10 Nós somos o sorvedouro De misérias e discórdia; Deus é a eterna cachoeira De luz e misericórdia. Casimiro Cunha