Cartilha da Natureza · Casimiro Cunha · Chico Xavier
Capítulo 51 de 101
A porteira
1 Enquanto a cerca trabalha, Organizando a divisa, A porteira se encarrega Da tolerância precisa
2 O caminho generoso, Defendido em cada lado, Não pode ser confundido, Nem deve ser perturbado.
3 Quem organiza, porém, O esforço de vigilância, Pode, às vezes, ser levado A gestos de intolerância.
4 A rigidez na fronteira, Tendendo para o egoísmo, Encontra a porteira sábia Que opera contra o extremismo.
5 Nas praças, como nos campos, Ela ensina, com carinho, Que a propósitos sagrados Não se nega o bom caminho.
6 A cerca defende a ordem Dominando o que é contrário, Mas a porteira bondosa Atende ao que é necessário.
7 Há pessoa aflita e triste Que precise providência? Ei-la pronta a qualquer hora, E atende com diligência.
8 Animais ao abandono? Necessidades de alguém? Expõe com simplicidade A sua missão no bem.
9 E com calma superior, Humilde e silenciosa, Completa o serviço amigo Da cerca criteriosa.
10 Vivem no mundo almas nobres, Torturadas de aflição, Porque lhes faltam porteiras Nos campos do coração. Casimiro Cunha