Bênçãos de amor · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 20 de 21

Além da carne - Emmanuel

1 Depois da morte do corpo:

2 a frase amiga que houvermos proferido no estímulo ao bem será um trecho harmonioso do cântico de nossa felicidade;

3 a opinião caridosa que formulamos, acerca dos outros, converter-se-á em recurso de benignidade da justiça divina, no exame de nossos erros;

4 o pensamento de fraternidade e compreensão, com que nos recordamos do próximo, transformar-se-nos-á em fator de equilíbrio;

5 o gesto de auxílio aos irmãos do nosso caminho oferecer-nos-á sublime colheita de alegria.

6 Mas, igualmente, além do túmulo:

7 a maledicência, a que nos entreguemos, será espinheiro a provocar-nos dilacerações e feridas;

8 a nossa indiferença para com as amarguras do próximo aparecerá por geleira, dificultando-nos os passos;

9 a nossa preguiça surgirá como sendo um gerador de penúria espiritual;

10 a nossa crueldade exibir-nos-á, na tela da consciência, a constante repetição dos quadros infelizes de nossos delitos, compelindo-nos à aflitiva demora em escuras paisagens purgatoriais.

11 A morte é o retrato da vida.

12 A verdade revelará na chapa da memória as imagens que estiveres criando, sustentando e movimentando, no campo da existência.

13 Se desejas ventura e tranquilidade, além das fronteiras de cinza, semeia, enquanto é tempo, a luz e a sabedoria que pretendes recolher, nas sendas da ascensão maior.

14 Hoje — plantação, segundo a nossa vontade.

15 Amanhã — seara, conforme a lei.

16 Se agora cultivamos a sombra, decerto encontraremos, depois, a resposta das trevas.

17 Se, porém, semeamos o amor e a simpatia, onde nos encontramos, indiscutivelmente, mais tarde, penetraremos, ditosos, nos domínios da luz. Emmanuel [1] O título entre parênteses é o mesmo da mensagem original publicada em setembro de 1989 pela editora GEEM e é a 27ª lição do livro “Mais Perto.” — Esse capítulo foi restaurado: Texto do livro impresso.