Bênçãos de amor · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 19 de 21

Nem castigo, nem perdão - André Luiz

1 O espírita encontra na própria fé — o Cristianismo Redivivo — estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.

2 A Terra não é prisão de sofrimento eterno.

É escola abençoada das almas.

3 A felicidade não é miragem do porvir.

É realidade de hoje.

4 A dor não é forjada por outrem.

É criação do próprio espírito.

5 A virtude não é contentamento futuro.

É júbilo que já existe.

6 A morte não é santificação automática.

É mudança de trabalho e de clima.

7 O futuro não é surpresa atordoante.

É consequência dos atos presentes.

8 O bem não é o conforto do próximo, apenas.

É ajuda a nós mesmos.

9 Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.

10 Nossa conduta é o processo, nossa consciência o tribunal.

11 Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.

12 As raízes das grandes provas irrompem do passado — subsolo da nossa existência — e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em Planos da Vida Eterna. André Luiz [1] Essa mensagem, psicografada por Waldo Vieira e reeditada como sendo de Francisco Cândido Xavier, foi publicada originalmente em 1961 pela FEB e é a 82ª lição do livro “O Espírito da verdade.”