Antologia dos Imortais · F. C. Xavier. — Waldo Vieira · Chico Xavier

Capítulo 75 de 116

Wenceslau de Queiroz

QUANDO JESUS PREGAVA

1 Quando Jesus pregava, o mundo delirante Ouvia emocionado os poemas divinos…

Na palavra da Fé, a harmonia estuante Rededilhava nalma os mais formosos hinos…

2 A Natureza inteira, o Infinito distante, Os roteiros da Dor e os sonhos peregrinos Recolhiam da voz do Excelso Viandante As Canções da Bondade e os Celestes Ensinos.

3 A magia do Amor tocava a criatura, Transfundindo a revolta em suave sorriso, O apogeu da aflição em auge de ventura.

4 A vestir de Esperança a Terra enferma e escrava, Doce, pura e sublime, a luz do Paraíso Banhava o mundo em paz, quando Jesus pregava…

[1] WENCESLAU José DE Oliveira QUEIROZ — Poeta, jornalista, conferencista, crítico literário e polemista ardoroso, foi Wenceslau de Queiroz um dos precursores do Simbolismo entre nós, e um dos fundadores da Academia Paulista de Letras, aí tendo ocupado a cadeira nº 9. Bacharel em Direito e Juiz Federal em S. Paulo, era um dos companheiros mais assíduos de Emiliano Perneta. Redator-chefe do Correio Paulistano. Alma afetiva e coração sensível, viveu uma existência amargurada. Ezequiel Freire chamou-lhe “Baudelaire paulistano”. (Jundiaí, Est. de S. Paulo, 2 de Dezembro de 1865 — S. Paulo, 29 de Janeiro de 1921.) BIBLIOGRAFIA: Goivos; Versos; Heróis; Sob os Olhos de Deus; etc.

[2] Verso 5 - Observe-se a aliteração em t, de poderoso efeito.

[3] Verso 13 - Entenda-se Paraíso a significar um Plano superior em que todos os Espíritos trabalham em nome de Deus.