Agência de Notícias · Jair Presente · Chico Xavier

Capítulo 13 de 21

Dia dos pais

1 Casimiro era bom pai… E pai sempre é o companheiro Que trabalha todo dia Para cavar o dinheiro.

2 Para que tanta moeda? Ouço a pergunta, assim rasa… Não respondo… Pai é sempre O grande esteio da casa.

3 É a compra em supermercado, Levando o carro de mão, É a conta da leiteria, Da luz, do gás e do pão.

4 É a despesa no colégio De quatro filhos pequenos, O preço da condução, Sempre mais, nunca de menos.

5 É o pagamento ao dentista, É a grana da costureira, O preço das aulas-extras À criançada matreira.

6 É a prestação em aumento Do pequenino lugar Que lhe conserva a família Na bênção do próprio lar.

7 É a cobrança da farmácia Das encomendas do mês, O pobre, em sabendo quanto, Coça a cabeça outra vez…

8 É a verba particular Que deve trazer em mão, Para os frequentes consertos Da velha televisão.

9 É o cobre ao cabeleireiro, A conta do eletricista, As notas do verdureiro Com pagamentos à vista…

10 Casimiro chega em casa, Cansado, suor na testa… Trabalhara no domingo Mas achou o lar em festa.

11 Encontrou seus velhos pais, Entre vizinhos em bando, A esposa, o bolo mais rico E a meninada cantando…

12 Sem graça, saudou a todos, E, ao encostar-se na mesa, O pobre via a festa, Meditava na despesa.

13 Os quatro filhos cantavam: — “Todo pai tem seu dia, Viva o papai sempre amigo E viva a nossa alegria!…

14 “Viva o papai sempre amado E viva o nosso vovô!…” Mas a pensar em despesas, Casimiro desmaiou.

Jair Presente