Vozes do Grande Além · Mensagens psicofônicas de vários Espíritos recebidas no Grupo “Meimei” e organizadas por Arnaldo Rocha · Chico Xavier
Capítulo 61 de 70
Hora extrema - Antônio Nobre
Na noite de 30 de agosto de 1956, nosso Grupo recebeu, emocionadamente, a visita do Espírito de Antônio Nobre, o inesquecível poeta português que, após controlar as faculdades do médium, expressou-se com intraduzível beleza, transmitindo-nos o soneto abaixo transcrito. HORA EXTREMA
1 — A vida é sombra de ilusão funesta… Exclamava chorando, ao fim do dia. — Lodo, miséria e pó, na noite fria… De toda lide humana é quanto resta.
2 — E o amor, a beleza, e o sol em festa? — Cinza e nada!… — a mim mesmo respondia. — E o pesadelo estranho da agonia Nos tormentos da angústia que me empesta?
3 Pranto e dor estrangulam-me a garganta… Nisso, porém, a morte calma e santa Vence o gelo da treva que me invade.
4 Partem-se algemas… Luzes brilham perto. E, deslumbrado, escuto, enfim liberto, A divina canção da Eternidade. Antônio Nobre