Vozes do Grande Além · Mensagens psicofônicas de vários Espíritos recebidas no Grupo “Meimei” e organizadas por Arnaldo Rocha · Chico Xavier
Capítulo 57 de 70
Almas sofredoras - Casimiro Cunha
Na noite de 2 de agosto de 1956, tivemos a alegria de ouvir pela primeira vez em nosso recinto o Espírito de Casimiro Cunha, o notável poeta fluminense, que se manifestou através das suas rimas, repletas de simplicidade e beleza, para encantamento e edificação de nossas almas.
1 Meus amigos, no serviço De prece e doutrinação, Cada Espírito que sofre É a bênção de uma lição.
2 Ouvindo os desencarnados Em lutas de consciência, Permaneceis navegando Nas águas da advertência.
3 Tantos náufragos em treva, Sem clarão que os reconforte, São apelos da verdade, Gritando no mar da morte.
4 O malfeitor que aparece No tormento que o redime, Bramindo, desarvorado, É mensagem contra o crime.
5 Paranoicos revoltados, Em vozerio e barulho, São avisos dolorosos Contra os flagelos do orgulho.
6 Apaixonados que clamam, Entre a demência e o furor, Revelam a delinquência Que se rotula de amor.
7 Sovinas desesperados, Sob o tacão da secura, São vivas lições na estrada Contra os perigos da usura.
8 Suicidas em desalento, Que a dor pavorosa espia, Demonstram à saciedade Os monstros da rebeldia.
9 As mentes em vício e ódio, Sob lama deletéria, Mostram em toda a extensão A ignorância e a miséria.
10 Tiranos paralisados, No suplício da aflição, Indicam que há fogo e cinza Nos tormentos da ambição.
11 Espíritos que perseguem A carne enferma e insegura São tristes apontamentos De vampirismo e loucura.
12 Obsessores que bradam Em sofrimentos atrozes Ensinam que, além do corpo, Há chagas e psicoses.
13 Meus irmãos, não olvideis, No campo do aprendizado, Que, acendendo a luz no Além, Quem doutrina é doutrinado. Casimiro Cunha