Vida e caminho · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 2 de 21

Jesus e assistência - Emmanuel

1 Por que teria Jesus multiplicado os pães para a multidão que lhe ouvia a palavra?

2 Decerto que se o maná da revelação pudesse atender, de maneira total às necessidades da alma no Plano físico, não se preocuparia o Senhor em movimentar as migalhas do mundo para satisfazer à turba faminta.

3 É que o estômago vazio e o corpo doente alucinam os olhos e perturbam os ouvidos, impedindo a função do entendimento.

4 O viajante perdido no deserto, atormentado de secura, não compreenderá, de pronto, qualquer referência à Justiça Divina e à imortalidade da alma, de vez que retém a visão encadeada à sede que lhe segrega o espírito em miragens asfixiantes.

5 Ao portador da verdade compete o dever de mitigar-lhe a aflição com a gota d’água, capaz de libertá-lo, a fim de que se lhe reajustem a tranquilidade e o equilíbrio.

6 A obra Espírita-Cristã não se resume, assim, à predicação pura e simples.

7 Jesus descerrou sublimados horizontes ao êxtase da Humanidade, mas curou o cego de Jericó, refazendo-lhe as pupilas.

8 Entendeu-se com os orientadores de Israel, comentando a excelsitude das Leis Divinas, entretanto, consagrou-se à recuperação dos alienados mentais que jaziam perdidos nas trevas.

9 Indicava a conquista do Céu por meta divina ao voo das esperanças humanas, contudo, devolveu a saúde aos paralíticos.

10 Referiu-se à pureza dos lírios do campo, todavia, não olvidou o socorro aos leprosos, em sânie e chagas.

11 Transfigurou-se em nume celeste no Tabor, mas não desprezou a experiência vulgar da praça pública.

12 É que o Evangelho define a restauração do homem total.

13 A sina humana é a crisálida do anjo, como a Terra é material para a edificação do Reino de Deus.

14 Desprezar a fraternidade, uns para com os outros, mantendo a flama do conhecimento superior, será o mesmo que encarcerar a lâmpada acesa numa torre admirável, relegando à sombra os que padecem, desesperados, ou que se imobilizam, inermes, em derredor. Emmanuel [1] Essa mensagem foi também publicada em 2002, com atraso de 40 anos, pela UEM e é a 1ª lição da 2ª parte do livro “Chico no Monte Carmelo.”