Tempo de luz · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 24 de 28

Sempre o bem - Maria Dolores

1 Bendito sejas, coração amigo, Buscando construir e elevar para o bem Sem destacar a treva Nem ferir a ninguém.

2 Deus te guarde na lei do auxílio que nos rege Sempre que te dediques a expressar-te, À Excelsa Providência determina Que a bênção do socorro esteja em toda parte.

3 Quem de nós, aprendizes do progresso, Estará esquecendo orgulho, possessão, vaidade, força bruta? Sem o amparo de alguém que nos tolere E nos minore a luta?

4 Não vale maldizer a sombra em torno, Basta a fim de arredá-la humilde vela acesa, Unir e melhorar, ajudar e servir São determinações da natureza.

5 Um pântano qualquer pode fazer-se, um dia, Campina surpreendente, em fruto e flor, Mas não prescindirá de mãos amigas Que lhe estendam recurso, auxílio e amor…

6 Fita a cachoeira em ápices de força… Sem alguém que lhe oferte o controle da usina. É grandeza de ação deficitária, Alto poder entregue à indisciplina.

7 Certo bloco de mármore do monte Rolou a flagelar canteiros de verdura, Mas um artista a educá-lo, dia a dia, Dele fez obra-prima de escultura.

8 Pensemos quanto a isso, alma querida, Estendendo a esperança, ante a força do bem; Quem procura no amor a elevação da vida, Não se detém no mal, nem censura a ninguém. Maria Dolores