Tocando o barco · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 8 de 28

Elevação

1 Toda elevação na Terra, na paisagem exterior da vida, permanece inçada de perigos e sombras.

2 Sobe a avareza às culminâncias do ouro para descer, um dia, à desilusão.

3 Sobe a vaidade aos galarins da exibição para cair nas sombras do desencanto.

4 Sobe a tirania às grimpas do poder para arrojar-se às trevas do esquecimento.

5 Sobe a mentira ao topo da dominação indébita para despencar-se no chão da realidade.

6 Sobe a inteligência sem amor aos cimos do orgulho para desfilar à frente dos entraves gerados por ela mesma.

7 Raros sabem buscar no mundo a legítima elevação.

8 A bênção do conforto e da alegria, entre os homens, quase sempre procede do esforço daqueles que se esquecem para servir.

9 Desce a dor aos recessos do coração humano e arranca a alma renovada para a beleza sublime.

10 Desce a simplicidade às lutas da pobreza e garante a disciplina que aperfeiçoa.

11 Desce a humildade a pedregosas sendas de sacrifício e estabelece padrões edificantes para aqueles que a contemplam…

12 Desce a fé aos sorvedouros do sofrimento e acende luzes na jornada renovadora da vida.

13 Desce a boa vontade ao silêncio e à compreensão e improvisa feitos heroicos em benefício das criaturas…

14 Desce o trabalho aos rudes embates de cada dia e deixa a civilização e o progresso, o aprimoramento e a cultura por onde passa.

15 Se algum dia te dispuseres a subir, segue na trilha do Cristo, suportando a cruz das obrigações retamente cumpridas, para que o teu exemplo se faça lâmpada a brilhar no roteiro do próximo.

16 Jesus, que era o nosso Divino Mestre, escolheu a suprema renúncia para alcançar a ressurreição. Pensando nisso, se alguma elevação nos propomos a atingir, não procuremos outro caminho. Emmanuel