Tocando o barco · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 19 de 28

Na hora da queda

1 Quando a máquina apresentou desajustes, o operário não lhe derriçou o martelo.

Consertou-a.

2 Quando a embarcação mostrou brecha perigosa, o timoneiro não se lembrou de afundá-la.

Socorreu-a.

3 Quando a plantação foi invadida de praga, o cultivador não a largou em abandono.

Ofereceu-lhe recursos à defensiva.

4 Quando o fogo lavrou no aposento, o chefe do lar não espalhou gasolina para que se completasse a destruição do edifício. Mobilizou extintores de incêndio.

5 Se o aprendiz tropeça no estudo, o professor não o expulsa da escola.

Desdobra-se, nos processos de emenda.

6 Se o acidentado exibe mutilações, o médico não lhe sacrifica o resto do corpo.

Dá-lhe o apoio possível.

7 Isso acontece na esfera das ações comuns. Recorda a importância de nossa atitude no campo do Espírito.

8 Se te reconheces por irmão do próximo, ao sabê-lo caído em falta, não lhe agraves o sofrimento atirando-lhe golpes de sarcasmo ou farpas de censura.

9 Amparemo-lo para que se levante, qual se o erro nos pertencesse.

10 Isso porque precisamos considerar que, numa casa de devedores, qual a Terra, em que respiramos e agimos à procura de libertação e melhoria, burilamento e evolução, todos temos, encarnados e desencarnados, contas a solver e compromissos a resgatar.

11 Em matéria de auxílio, se hoje é para nós o dia de dar, amanhã, provavelmente, se nos fará o dia de receber. Emmanuel