Sorrir e pensar · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 6 de 17
Estudos da fé
1 Avanço claro e profundo Que não sofre marcha-à-ré: É todo passo no mundo Que envolva a busca de fé. Silveira Carvalho
2 Atitude triste e cega Vem na descrença do ateu: Parece um filho que nega O pai que a vida lhe deu. Múcio Teixeira
3 Por baixo do orgulho vão De quem se afirma descrente Sempre bate um coração Que luta, pergunta e sente. Deraldo Neville
4 Noto a fé, instante a instante, Na Terra escura e sofrida, Por doce lubrificante Nas engrenagens da vida. Jovino Guedes
5 Pregava Antônio da Quinta, Sobre o poder da oração, Com pau de fogo na cinta E de azorrague na mão. Lulu Parola
6 Do que tens, estende as sobras Aos companheiros da estrada; A fé sem as boas obras É uma conversa fiada. Quintino Cunha
7 Caso triste é o que se via Na crença de João José, Se o trabalho aparecia O moço dava no pé.
Jaks Aboab
8 Embora exaltasse o bem, Armelino Nicolai Nunca ajudou a ninguém, Só dizia: “Deus é Pai”. Antônio Barros
9 Há muita crença, irmãos meus, Em meio de gente amiga, Que só acredita em Deus Se sente dor-de-barriga. Cornélio Pires
10 É do apóstolo Tiago, No amor com que nos conforta, Esta sentença de luz: — “A fé sem obras é morta”. Casimiro Cunha
11 Crenças lembram aberturas Seja no barro ou no asfalto, Caminhos das criaturas Na direção do Mais Alto. Auta de Souza [1] No original: “Antônio de Barros.”