Seguindo juntos · Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 25 de 33

A candeia simbólica - Emmanuel

1 “Não situeis a candeia sob o velador.”

Semelhante apontamento do Divino Mestre não envolve o impositivo de nossa palavrosa adesão à verdade.

2 Sem dúvida, o verbo criador de luz é sempre o alicerce inamovível do bem; no entanto, a candeia do ensinamento evangélico reporta-se, essencialmente, à nossa atitude.

3 O exemplo será em todos os climas a linguagem mais convincente.

4 Por nossos passos revelamos o próprio rumo.

5 Pelos gestos, que nos sejam próprios, estabelecemos a propaganda real de nossos objetivos.

6 Não olvidemos que é imprescindível erguer o facho da compreensão com Jesus, através da vida prática, arrebatando-a ao velador de nossas conveniências.

7 Para o orgulhoso, a candeia simbólica do Cristo é a humildade.

8 Para o inimigo, é a desculpa sincera.

9 Para o triste, é o consolo.

10 Para o faminto, é a fatia de pão.

11 Para o infeliz, é o amparo justo.

12 Para o colérico, é a serenidade.

13 Para o desertor, é a bênção da prece.

14 Para o mau, é a lição do bem.

15 Para o descrente, é a fé viva.

16 Para o desanimado, é a esperança.

17 Para o superior, é o respeito.

18 Para o subalterno, é a benemerência.

19 Para o lar, é o amor praticado.

20 Para a instituição a que nos ajustamos, é a correção no dever.

21 Para todos os que nos cercam, é a cordialidade e a gentileza, o entendimento e a boa vontade.

22 Não nos esqueçamos de que o Cristianismo não é simplesmente a estática da fraseologia e da adoração. É, acima de tudo, a dinâmica do trabalho para que o mundo receba por nosso intermédio a luminosa mensagem da imortalidade triunfante.

23 Jesus, o Mestre Inesquecível, não ocultou a candeia do próprio coração, sob o velador da grandeza celestial, mas desceu até nós e imolou-se na cruz para que lhe descobríssemos no exemplo o caminho para luminosa renovação. Emmanuel