Segue-me · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 65 de 84

Oposições

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.” — JESUS (Mateus, 5.44)

1 Imperioso modifiques a própria conceituação, em torno do adversário, a fim de que se te apague da mente, em definitivo, o fogo da aversão.

2 Isso porque o suposto ofensor pode ser alguém:

3 que age sob a compulsão de grave processo obsessivo;

4 que se encontra sob o guante da enfermidade e, por isso, inabilitado a comportar-se corretamente;

5 que experimenta deploráveis enganos e se acomoda na insensatez;

6 que não pode enxergar a vida no ângulo em que a observas.

7 E que nenhum de nós encontre motivos para lhe reprovar o desajuste, porquanto nós todos somos ainda suscetíveis de incorrer em falhas lamentáveis, como sejam:

8 cair sob a influência perturbadora de criaturas a quem dediquemos afeições sem o necessário equilíbrio;

9 iludir-nos a nosso próprio respeito quando não pratiquemos o regime salutar da autocrítica;

10 entrar em calamitoso desequilíbrio por efeito de capricho momentâneo;

11 assumir atitudes menos felizes, por deficiência de evolução, à frente de companheiros em posições mais elevadas que a nossa.

12 Em síntese, para sermos desculpados é preciso desculpar.

13 Reflitamos na absoluta impropriedade de qualquer ressentimento e recordemos a advertência de Jesus quando nos recomendou a oração pelos que nos perseguem.

14 O Mestre, na essência, não nos impelia tão só a beneficiar os que nos firam, mas igualmente a proteger a sanidade mental do grupo em que fomos chamados a atuar e servir, imunizando os companheiros, relativamente ao contágio da mágoa, e frustrando a epidemia da queixa, sustentando a tranquilidade e a confiança dos outros, tanto no amparo a eles quanto a nós. Emmanuel (Reformador, setembro de 1969, p. 197)