Sementeira de paz · Mensagens familiares do Prof. Arthur Joviano, (Neio Lúcio) e outros · Chico Xavier
Capítulo 35 de 117
Saudação de João de Barro
14/12/1946
1 De minha casa de barro, Cheia de paz e de amor, Eu venho saudar convosco, Nosso antigo benfeitor.
2 Trago os filhotes comigo, Em trajes de festival, Compartilhando a alegria De um natalício imortal.
3 Vimos do abrigo amoroso, Dos cimos da prateleira, Entramos pela janela Num galho de trepadeira.
4 Como esquecer a voz terna Repassada de carinho, Que conversava conosco Na solidão do caminho?
5 Como olvidar a mão clara, Que tudo faria certo, Quando vinha docemente Encorajar-nos de perto?
6 Grande amigo! Muitas vezes, Deixava o salão dourado Para buscar-me o lar rude, Pobrezinho, desprezado.
7 Por que fôssemos humildes, Trabalhando em terra escura, Nunca deixou de tratar-nos Com carinho, com ternura.
8 Pobre operário que eu sou, Falava-me ao coração, Ensinava meus filhinhos A terem educação.
9 Chamado às honras do mundo E às ambições da riqueza, Preferiu viver conosco Na sombra e na singeleza!…
10 Espalhava em nossa casa As bênçãos e os dons divinos. Sabia exaltar no mundo A glória dos pequeninos!
11 Professor, recebe agora Nossa eterna gratidão! Que um passarinho também Tem alma, tem coração! Casimiro Cunha Nota da organizadora: natural de Vassouras RJ, Casimiro Cunha figura entre os poetas cujos poemas integram o livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier, desde a primeira edição (FEB, 1932). Para maiores dados biográficos, sugerimos a leitura de Sementeira de luz (VINHA DE LUZ, 3ª ed., 2008) [Constante do livro Depois da travessia (VINHA DE LUZ) Vide também outra homenagem de Casimiro Cunha ao Prof. A. Joviano: Oração a João de Barro]