Sentinelas da alma · Meimei · Chico Xavier

Capítulo 8 de 28

Oração do ferreiro

1 Deus de Bondade!…

Entre barras e lâminas de ferro, situaste-me o trabalho que me patrocina a subsistência.

2 Onde a grande indústria ainda não haja chegado, aprimorando processos de serviço, aí estou eu, precedendo-a, entre o malho e a bigorna. Agradeço, meu Deus, pela concessão.

3 Além disso, agradeço as lições que me propicias na atividade a que me conduzes.

4 Dia por dia vejo o metal simples e inocente suportando fogo e pancadas para ganhar os nobres contornos de que necessita, o que me compele a reconhecer que progresso e educação não existem sem preço.

5 Se o lingote sob a força de meus pulsos conseguisse falar, decerto me denunciaria perante o Infinito Amor que a todos nos criaste, taxando-me de perseguidor e carrasco.

6 Entretanto, em teu nome sou eu quem lhe dá linhas novas, a fim de servir em mansões e templos onde será levado a funcionar.

7 Aprendo, hoje, assim, que nem sempre sofremos para resgatar erros ou débitos adquiridos, mas sim, para contrair o aperfeiçoamento e a beleza a que nos destinas.

8 Por tudo isto Senhor, ajuda-me a suportar as lutas de que preciso, a fim de permanecer em mais elevados climas de evolução e faze-me entender que o malho das provas simples me trará melhoria e burilamento para que eu te possa obedecer e servir com mais docilidade e segurança, hoje e sempre. Meimei