Sentinelas da alma · Meimei · Chico Xavier
Capítulo 28 de 28
Ora e prossegue: Maria Dolores
1 Penso entender-te, coração amigo: Quando o dia flameja E a terra Benfazeja Parece um colo maternal, Trazes contigo a dor inexplicável De quem carrega em si, na alma indisposta, A inquietação do pássaro que arrosta Os flagelos de longo temporal…
2 Atravessaste estradas espinhosas, Duras tribulações de caráter violento, Trechos de desencanto e sofrimento, Veredas de amargor…
Não te entregues, no entanto, a lamentos inúteis, A queixa acende fogo em palavras vazias, Mergulhando-te os dias Em desespero arrasador.
3 Ante o barulho das questões humanas, Mesmo nas que te firam a pessoa, Afasta-te do mal, serve e perdoa, Não te prendas às teias do pesar… Recorda: toda nuvem surge e passa, Sob o tempo, em carreira desmedida, Como a dizer que a vida Pede mais esquecer do que lembrar.
4 E hajam crises ou não pelo caminho, Ergue um templo à oração no próprio peito, Resguardando na fé o campo eleito Dos teus sonhos e anseios tais quais são; E reterás contigo o lúcido recanto Da verdade que ampara, eleva e ensina, Encontrando, na paz da Luz Divina, A voz dos Céus no próprio coração. Maria Dolores [1] Além do prefácio de Emmanuel, essa é a única mensagem do livro “Sentinelas da alma” que não pertence a Meimei.