Sentinelas da alma · Meimei · Chico Xavier

Capítulo 11 de 28

Prece do varredor

1 Deus de Infinita Bondade!…

Concedeste-me a felicidade do trabalho pela abençoada vassoura com que me entrego à limpeza.

2 Agradeço a profissão com que me sustentas, entretanto, deixa que te manifeste a minha alegria pelos ensinamentos que recebo nas atividades a que me induzes.

3 Vejo que sem a higiene diária ninguém consegue clima adequado ao trabalho com rendimento preciso e sem a extinção dos resíduos disso ou daquilo, aqui ou ali, é impraticável a renovação. Faze-me compreender que acontece o mesmo no campo da alma.

4 Ensina-me a fazer, cada manhã, a limpeza do meu próprio coração com o esquecimento de todos os males da véspera e a dissolver no trabalho, com que me honras, qualquer causa de perturbação ou ressentimento.

5 Observo, oh! Pai, que na Terra é impossível agir ou servir sem que alguma poeira ou algum detrito apareçam.

6 Ajuda-me a aceitar, por isso mesmo, a realidade de que não posso produzir o bem sem contratempos e sem atritos.

7 E auxilia-me a receber a bênção de cada dia de coração limpo e cérebro claro, para que eu consiga ser útil em teu nome, hoje e sempre. Meimei