Realmente… · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 11 de 24
Amor
1 Todo amor é pleno de grandeza Pelas considerações da natureza, Mas o Senhor juntou a Lei da Fidelidade, Para perpetrar-lhe o valor e guardar-lhe a felicidade. Com marcas de dedicação e de certeza.
2 A força do amor desceu às plantas, Criaturas inocentes, fracas e santas E elas são tantas, tantas, tantas…
A mamoeira sentiu as energias do mamoeiro. E pediu ao vento brando lhes trocasse as essências Transformou-se lhes as existências, O mamoeiro protegeu a mamoeira E ela produziu muitos mamõezinhos Até que fizeram grande mamonzal…
3 Assim é a vida.
O homem encontra a companheira que o atrai A mulher muda os próprios trilhos E unidos produzem filhos, muitos filhos, Sempre juntos na gentileza e na bondade.
4 Construindo o que chamamos sociedade, Para os dois, a vida se lhes faz maior bonança. O homem recebe do Senhor o pão de cada dia, E ela conserva-lhe o ânimo e a alegria.
5 Mantendo-se na Lei da Fidelidade E, por vezes, se lhes vem dificuldade, A ponto de sentirem na própria união, pesada cruz, Ela conserva o companheiro, Sempre na alegria e feliz, sempre a servir e a trabalhar.
6 E assim nos dias de dor e menor felicidade, Abraçam-se e oram no encanto a que o amor sempre os conduz, E eles vencem tristeza, desenganos, depressão Ajudando-se um ao outro tudo vencerão.
7 E na coragem que o amor que une e que a palavra não traduz, Continuam garantindo a fidelidade.
Encontrando nisso amor e felicidade Construindo em dupla a grande e santa humanidade, Que será na terra a família de Jesus.
Cornélio Pires (Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, na noite de 27/06/1998, em reunião pública no Grupo Espírita da Prece — Uberaba — MG)