Roteiro · Emmanuel · Chico Xavier

Capítulo 14 de 41

A mensagem cristã

1 Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas.

2 Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento.

3 Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível.

4 Dirige-se a palavra d’Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia.

5 Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações.

6 Ama a Deus, Nosso Pai — ensinava Ele, — com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento.

7 Ama o próximo como a ti mesmo.

8 Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias.

9 Empresta sem aguardar retribuição.

10 Ora pelos que te perseguem e caluniam.

11 Ajuda aos adversários.

12 Não condenes para que não sejas condenado.

13 A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.

14 Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.

15 Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o coração.

16 Quem se humilha será exaltado.

17 Ao que te bater numa face, oferece também a outra.

18 Bendize aquele que te amaldiçoa.

19 Liberta e serás libertado.

20 Dá e receberás.

21 Sê misericordioso.

22 Faze o bem ao que te odeia.

23 Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais perfeita, na glória da eternidade.

24 Resplandeça a tua luz.

25 Tem bom ânimo.

26 Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.

27 Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!

28 E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!… E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal. Emmanuel [1] [O Evangelho, 1.3, 4]