Relicário de luz · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 61 de 120
Sempre Caim - Augusto dos Anjos
1 Sempre Caim, de punhos intranquilos Que as angústias da Terra não consomem, Eternizando, para a perda do homem, A geração dos homens crocodilos.
2 Não basta o estranho assédio dos bacilos, Microscópicas feras que o carcomem, Nem vale a insaciedade do abdomem, Que nivela filósofos e esquilos.
3 Todo o século vinte foge, aos berros, Da besta humana que se junge aos ferros Da horrenda montaria de Mavorte.
4 E eis que o homem do rádio morre à mingua, Para acordar sem luz, sem mãos, sem língua, Em tenebrosos círculos da morte!… Augusto dos Anjos