Relicário de luz · Autores diversos · Chico Xavier
Capítulo 103 de 120
Tempo e amor - João Coutinho
1 Qual austero gigante que nos guia, Furioso e rude e, às vezes, triste e lento, Passa o tempo, na Terra, como o vento, Renovando-te a senda, cada dia.
2 Não desesperes, ante o céu nevoento, Nem te abatas na estrada escura e fria, Nascerão novas flores de alegria Onde há charcos de angústia e sofrimento.
3 O templo, o lar, a fonte, a flor e o ninho… Tudo o tempo transforma, de mansinho, Alterando-se em luz, penumbra e treva!
4 Guarda, porém, o amor puro e esplendente, Que o nosso amor, agora e eternamente, É o tesouro que o tempo nunca leva… João Coutinho