Registros imortais · F. C. Xavier e outros médiuns do Grupo Meimei. — Autores diversos · Chico Xavier

Capítulo 96 de 96

História do Grupo Meimei.

A história do Centro Espírita Meimei é muito bem contada por Arnaldo Rocha no livro Instruções psicofônicas, de onde transcrevo o que segue (XAVIER, 1955, p. 12-15):

“O Chico, por várias vezes, falou-nos do desejo expresso pelos mentores espirituais no sentido de se criar um grupo de irmãos conscientes e responsáveis para a assistência especializada aos problemas difíceis. Em meados de 1952, aderimos, finalmente. Convidamos alguns irmãos conscientes da gravidade que o assunto envolve em si e na noite de 31 de julho do ano mencionado realizamos nossa primeira reunião. (…) A princípio, reuníamo-nos na antiga dependência que o Centro Espírita Luiz Gonzaga ocupou de 1927 a 1950, mas em 1954 (…) transferimo-nos para nossa sede própria e definitiva que, embora singela, se levanta acolhedora à Rua Benedito Valadares, nesta cidade.(…) É preciso dizer que o médium Chico Xavier sempre as recebeu (mensagens contidas no citado livro) psicofonicamente, no último quarto de hora das nossas reuniões, muita vez depois de exaustivo labor na recepção de entidades perturbadas, em socorro de obsessos e doentes, serviço esse no qual coopera, igualmente, junto aos demais médiuns de nossa agremiação.” “Corria o ano de 1951 e frequentes se faziam nossas excursões de Belo Horizonte, onde residimos, a Pedro Leopoldo, hoje região suburbana da capital mineira. Em conversações fraternas e amigas com o nosso companheiro de ideal Francisco Cândido Xavier, muitas vezes observávamos o volume crescente dos casos de obsessão que procuravam incessantemente as reuniões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, nas noites de segundas e sextas-feiras” (XAVIER, 1955, p. 12). “— Escute aqui, meu filho, nós estamos construindo o Centro Espírita Meimei, no que é que você pode nos ajudar? Eu sou bombeiro eletricista e pensei comigo: “Estou doente e esse homem vem falar de serviço!”

Ele leu meu pensamento:

— Olha, meu filho, você só vai explicar como se faz o serviço, não precisa fazer nada. Fiquei impressionado com a resposta, eu não tinha dito nada. Aí resolvi: — Eu vou amanhã.

E no dia seguinte peguei a muleta e fui. Eles estavam fazendo um salão grande, um banheiro e um alpendre, instruí o serviço. Mas o servente de pedreiro não entendia nada de eletricidade e eu fui fazendo devagarzinho, conforme minhas forças. Nos intervalos, bebia da água que ficava sobre a mesa, sem saber que era água fluida. Acabava de almoçar depressa para voltar à tarefa. Chico passava por lá e dizia:

— Que beleza! Já esta ficando quase tudo pronto!

Faltavam quatro dias para a inauguração quando o serviço já estava quase pronto” (FOLHA ESPÍRITA, 1977, p. 34). Neste vale de lágrimas e dores, Onde há o crime; o remorso e pecado, Existe alguém que leva vida de horrores, É criminoso ignorante e celerado.

É imperfeito, vil, degenerado, Indigno até mesmo de viver; E vive só, no mundo abandonado, Cumprindo provas para depois morrer.

Pergunta, às vezes, ao nosso Criador Qual a razão de tanto sofrimento:

– Estás na Terra, por isso és sofredor!

É o que responde a voz do pensamento.

E agradece aquilo que ele passa.

Bendiz a dor sagrada que sofreu.

E esse alguém na Terra tem sua raça, Pois esse alguém, meu amigo, sou eu.

José C. Xavier