Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 32 de 109
A Bernard Palissy
Quando sobre o futuro incerto e flutuante, Duvidava pra mim dessa imortalidade, Vieste em meu socorro, e tua mão vibrante A venda retirou-me da incredulidade; Dize-me donde vem a doce simpatia Que te fazia vir da celeste morada? De uma vida passada a lembrança seria De um fraternal amor que em teu ser dera entrada? Caro Espírito, sim, pois que noutra existência Fostes talvez meu guia, apoio e protetor. Mas interrogo em vão: Deus, por providência Dos olhos meus tirou da lembrança o vigor Até o tempo em que a tua esfera então verei, Onde o meu ser a ti poderá se elevar! Mas se a esta Terra triste eu voltar deverei, Bem-amado Bernard, pensa sempre em mim. Srta. L. O. Lieutaud, de Rouen.