Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 33 de 125
Crede nos Espíritos do Senhor
Acreditai em nós; somos centelha, Raio brilhante do seio de Deus, Que sobre uma alma nova se assemelha À ternura do céu aos prantos seus. Acreditai em nós: chama ligeira De errante Espírito pelos jazigos Vem afastar o obstáculo, a barreira Que entre nós foram assim postos, amigos. Acreditai em nós; trevas, mentiras São dispersadas, que é do céu que vimos, Ternos, alegres repor-vos nas liras Dos sonhos bons o dulçor que sentimos. Acreditai em nós; nós que erramos no espaço Para guiar-vos ao Bem. Crede em nós Que vos amamos… E cada hora ou passo, Caros irmãos, nos conduz a vós. Elisa Mercœur.
AS VOZES DO CÉU.
Vozes do céu que suspiram na brisa, Murmuram no ar e percutem nas ondas; E da floresta que os montes divisa Os seus suspiros ecoam nas sondas. Vozes do céu se agitam na folhagem Nos verdes prados, dos bosques nos cantos, Junto da fonte em que é mais pura a aragem Canta o poeta seus versos em pranto. Vozes do céu cantam nos arvoredos, No loiro trigo, nos jardins em flores, No azul que às nuvens repete segredos, E no arco-íris de esplêndidas cores. Vozes do céu, em silêncio elas choram; Vos recolhei, falam ao coração; São os Espíritos bons que então oram E ao Criador enfim vos levarão. Elisa Mercœur.
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[v.
Elisa Mercœur.]