Revista Espírita · Allan Kardec
Capítulo 107 de 125
Remédio dado pelos Espíritos.
Este título fará sorrir os incrédulos. Que importa! Eles riram de muitas outras coisas, o que não as impediu de serem reconhecidas como verdades. Os bons Espíritos se interessam pelos sofrimentos da Humanidade. Não é, pois, de admirar que busquem aliviá-los e, em muitas ocasiões, provaram que o podem, quando bastante elevados para disporem dos necessários conhecimentos, porquanto veem o que não podem ver os olhos do corpo; preveem o que o homem não pode prever.
O remédio de que se cuida foi dado nas circunstâncias seguintes à Srta. Hermance Dufaux, a qual nos remeteu a fórmula com autorização de publicá-la, em benefício dos que dela necessitassem. Um de seus parentes, falecido há muito tempo, havia trazido da América a receita de um unguento, ou, melhor, de uma pomada, de maravilhosa eficácia para toda sorte de chagas ou feridas. Com sua morte, perdeu-se a receita, cujo conhecimento não foi dado a ninguém. A Srta. Dufaux estava afetada de um mal na perna, muito grave e muito antigo, e que havia resistido a todos os tratamentos. Cansada de ter empregado inutilmente tantos remédios, um dia perguntou ao seu Espírito protetor se para ela não haveria cura possível. “Sim”, respondeu ele. “Usa a pomada de teu tio.” – Mas sabeis perfeitamente que a receita se perdeu. – “Eu vou ta dar”, disse o Espírito. Depois ditou o seguinte: Açafrão ……………………………………… 20 centigramas.
Cominho …………………………………….. 4 gramas.
Cera amarela …………………………………. 31 a 32 gramas.
Óleo de amêndoas doces ………………………. 1 colher.